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Atriz contou que, nos anos 1970, conseguiu escapar de situação de pânico durante deslocamento por Copacabana

A atriz e cantora Zezé Motta, um dos grandes nomes da cultura brasileira, relembrou um episódio de tensão vivido durante uma corrida de táxi no Rio de Janeiro, nos anos 1970. A história voltou a repercutir em meio às comemorações pelos 82 anos da artista, conhecida nacionalmente por sua trajetória no cinema, na televisão, no teatro e na música.

Segundo relato da própria atriz, o caso ocorreu em uma fase de grande exposição após o sucesso do filme “Xica da Silva”, lançado em 1976. Durante uma corrida de táxi, Zezé teria percebido uma mudança no comportamento do motorista, que passou a dirigir de forma perigosa, avançando sinais e criando uma situação de medo dentro do veículo.

A artista contou que o episódio também envolveu assédio. Diante da situação, ela conseguiu sair do carro quando o veículo foi obrigado a parar em um sinal, em Copacabana. “Em pânico, saltei do carro e saí correndo”, recordou a atriz em entrevista concedida anteriormente à revista Ela, do jornal O Globo.

O relato chama atenção para um tema sensível e ainda atual: a segurança no transporte individual de passageiros. Embora o episódio tenha ocorrido há cerca de 50 anos, a lembrança reforça a importância de mecanismos de fiscalização, identificação dos profissionais e canais de denúncia para proteger passageiros e também valorizar quem trabalha corretamente dentro da lei.

No caso dos táxis regulamentados, a identificação do veículo e do permissionário é fundamental para garantir mais segurança ao usuário. Placas, prefixos, documentação em dia, vistoria regular e cadastro ativo junto aos órgãos competentes são elementos que ajudam a diferenciar o serviço legalizado e oferecem mais confiança à população.

Para os profissionais do táxi, casos como esse também servem de alerta sobre a necessidade de preservar a imagem da categoria. A conduta correta, o respeito ao passageiro, a direção segura e o cumprimento das normas são pontos essenciais para manter a credibilidade de um serviço tradicional e importante nas cidades brasileiras.

A trajetória de Zezé Motta é marcada por resistência, talento e representatividade. Protagonista de “Xica da Silva”, a artista se tornou símbolo de força para gerações de mulheres negras e construiu uma carreira sólida, com passagens marcantes pela televisão, pelo cinema e pelos palcos.

Ao relembrar uma experiência traumática ocorrida longe dos holofotes, Zezé também contribui para um debate necessário sobre segurança, respeito e responsabilidade no transporte de passageiros. O episódio, apesar de antigo, mostra que a confiança entre motorista e usuário deve ser tratada como prioridade.

Para taxistas legalizados, a defesa da categoria passa justamente pelo fortalecimento da regularização e pelo compromisso diário com um atendimento seguro, profissional e respeitoso. A valorização do táxi depende não apenas do reconhecimento do poder público, mas também da postura de cada profissional nas ruas.

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