Vários motoristas de táxi denunciaram terem sido vítimas de golpes aplicados por uma mulher que se apresentava como despachante. De acordo com os relatos, ela oferecia serviços como intermediação de venda de veículos e de autonomias, mas não cumpria com os acordos assumidos. A Polícia Civil já identificou a suspeita e investiga os casos.
Os primeiros indícios surgiram após motoristas perceberem que não havia andamento nos serviços prometidos. Em alguns casos, os veículos foram entregues à profissional sob promessa de venda, mas não retornaram aos seus proprietários.
Um dos taxistas, com mais de uma década de experiência na praça, afirmou ter perdido cerca de R$ 50 mil após confiar o carro à mulher.
A atuação da suposta despachante chamava atenção por sua aparência profissional. Segundo as vítimas, ela contava com indicações de outros motoristas e, inicialmente, demonstrava agilidade no atendimento.
No entanto, após o recebimento de valores ou posse dos veículos, passava a apresentar justificativas para atrasos e, em seguida, desaparecia.
A investigada, já identificada pelas autoridades, chegou a operar em uma sala alugada na região da Cidade Nova. Atualmente, o local encontra-se desativado, e não há sinais de sua presença há semanas.
Boletins de ocorrência vêm sendo registrados em diferentes delegacias do Rio de Janeiro, especialmente na região central.
A suspeita também anunciava serviços e oportunidades nas redes sociais, o que atraiu mais interessados. Estima-se que mais de 30 profissionais tenham sido afetados pela atuação da falsa despachante.
Um grupo virtual foi criado por motoristas prejudicados, com o objetivo de reunir informações e alertar outros trabalhadores.
O inquérito foi concluído e resultou no indiciamento da mulher por crime de estelionato.
As investigações agora também apuram seu paradeiro, já que até familiares afirmam não ter mais contato com ela. A polícia não descarta nenhuma possibilidade.






