O futuro da mobilidade segue avançando em ritmo acelerado – e desta vez com impactos diretos no mercado global de transporte individual. A Grab, maior empresa de serviços de transporte particular do Sudeste Asiático, anunciou um investimento de US$ 60 milhões na startup Vay, especializada em carros operados remotamente. A tecnologia, que mistura características de um táxi tradicional com elementos de direção autônoma, representa mais um passo rumo às viagens sem motoristas.
O investimento inicial ainda depende de aprovação regulatória, mas pode chegar a US$ 410 milhões em até um ano, caso a Vay atinja metas específicas. A expectativa é de que o negócio seja concluído no último trimestre do ano. A Vay, com escritórios em Berlim e Las Vegas, trabalha em um modelo curioso: o usuário solicita o carro pelo aplicativo, e um operador remoto assume o controle do veículo até deixá-lo exatamente onde o cliente está. A partir daí, o motorista de fato é o próprio passageiro, que conduz o carro para o destino desejado.
Essa tecnologia não é totalmente autônoma, mas também não é um táxi comum – é um meio-termo que promete reduzir custos operacionais e acelerar a transição para a automação plena no setor de transporte.
A Grab já vinha demonstrando interesse no segmento de veículos sem motorista. Apenas no último mês, investiu na norte-americana May Mobility, focada em tecnologia autônoma, e anunciou planos de apoiar a chinesa WeRide, operadora de robotáxis. Empresas como Uber e Lyft seguem o mesmo caminho, firmando parcerias com desenvolvedores de sistemas autônomos para ampliar testes e futuras operações globais.
A expectativa é de que esse tipo de tecnologia fortaleça ainda mais a tendência mundial rumo à redução de motoristas humanos em grandes plataformas. Para o setor de táxi tradicional – especialmente no Brasil – esse movimento exige atenção. Embora a realidade brasileira ainda esteja distante desse nível de automação, acompanhar o desenvolvimento global é essencial para entender como essas tecnologias podem influenciar o transporte profissional e o espaço do taxista nos próximos anos.
Enquanto esse futuro não chega, a categoria continua sendo referência em segurança, regulamentação e atendimento personalizado – elementos que nenhuma tecnologia conseguiu substituir até agora.






