Na última quarta-feira, 20 de agosto, terminaram os trabalhos no Senado sem que o projeto de interesse dos taxistas fosse votado. Apesar do esforço das lideranças, a pauta acabou adiada devido a intercorrências ocorridas ao longo da semana e à prioridade dada a outros temas, como a PEC do Banco Central e as mudanças no Código Eleitoral na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Mesmo com o atraso, representantes da categoria aproveitaram o tempo em Brasília para dialogar com diversos senadores membros da CCJ, buscando sensibilizá-los sobre a importância da causa que beneficia taxistas de todo o Brasil. “Nós estamos otimizando cada minuto aqui, conversando com parlamentares e mostrando a relevância desse projeto para nossa categoria”, destacou uma das lideranças presentes.
Houve também um gesto de união dentro do movimento. Representantes como Adriana Iorio, da FETTERJ (Federação dos Taxistas do Estado do Rio de Janeiro), e Edgar, que acompanhava as negociações, abriram mão de propor alterações no texto para que o projeto possa avançar sem novos entraves. A decisão foi fruto de uma estratégia articulada por sindicatos, associações, federações e cooperativas de todo o país.
A expectativa é que, caso não surjam novas alterações ou pedidos de mudanças por parte de outras entidades, o projeto seja finalmente votado na próxima semana.
No entanto, o desafio financeiro para manter representantes em Brasília foi ressaltado. Muitos líderes estão arcando com custos do próprio bolso, com apoio pontual de amigos e familiares. Foi feito um apelo para que a categoria se mobilize também nesse aspecto, ajudando com doações. “Se cada um contribuir com um pouco, vamos conseguir manter essa luta ativa. O importante é que juntos somos mais fortes”, reforçaram.
A mobilização segue firme e o próximo passo será acompanhar de perto a pauta da CCJ para garantir que a voz dos taxistas seja ouvida.






