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Na manhã da última terça-feira (30), dezenas de taxistas se reuniram em frente à sede da Prefeitura, na Cidade Nova, para cobrar soluções para as falhas no aplicativo Táxi Rio, ferramenta essencial para a categoria desde 2017. O ato, marcado por faixas e cartazes, destacou problemas recorrentes como a falta de chamadas nos horários de pico e corridas direcionadas a motoristas distantes do passageiro, mesmo havendo profissionais disponíveis na região.

Durante a mobilização, uma comissão de taxistas foi recebida pelo vice-presidente da Iplan Rio, Fernando Ivo Cavalcante, que se comprometeu a apresentar soluções em até 15 dias. Segundo a empresa, as falhas são pontuais, mas a categoria contesta e afirma que as dificuldades são frequentes e afetam diretamente a renda e a confiança dos passageiros no serviço.

Na reunião, os taxistas apresentaram uma pauta organizada com cinco pontos centrais:

1. Estabilidade da plataforma e melhor comunicação em casos de falhas.

2. Atualizações regulares, com liberação do novo aplicativo para todos os taxistas.

3. Criação de pontos oficiais do Táxi Rio em terminais, escolas, hospitais, estádios e áreas de eventos.

4. Investimento em divulgação do aplicativo junto à população.

5. Formação de uma comissão permanente de taxistas ativos para dialogar diretamente com a Iplan Rio.

Respostas da Iplan:

A Iplan destacou que está realizando melhorias técnicas, explicou a complexidade do sistema e confirmou que o novo aplicativo para Android já está em fase de ampliação gradual, com previsão de liberação total até o dia 10 de outubro. A versão para iOS também já está em testes.

Sobre os pontos de embarque, a empresa informou que a instalação de novas placas depende da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), mas garantiu que irá padronizar as regras de uso nos aeroportos. Quanto à divulgação, a Iplan ressaltou que retomará estratégias de visibilidade, como os logotipos nos capôs dos táxis, além de reforçar campanhas digitais que já vêm atraindo novos usuários.

Por fim, a empresa afirmou que a criação da comissão de taxistas será avaliada e encaminhada às instâncias competentes.

 Patrimônio cultural e futuro do Táxi Rio

Vale lembrar que, por força da Lei nº 6.725/2020, tanto o táxi amarelinho quanto a plataforma Táxi Rio são reconhecidos como patrimônios imateriais da cidade do Rio de Janeiro. Isso garante sua preservação e reforça a importância da parceria entre Prefeitura, Iplan e taxistas para o fortalecimento do setor.

A expectativa da categoria é que os ajustes tragam mais confiabilidade ao aplicativo e ampliem sua presença junto aos passageiros. Até lá, a promessa da Iplan é clara: ouvir, dialogar e entregar soluções.

Taxinforme seguirá acompanhando os próximos passos desta negociação e trará atualizações sobre os desdobramentos do prazo estabelecido.

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