Taxistas e condutores autônomos de diversas cidades do Acre planejam um grande protesto no próximo dia 26 de janeiro, a partir das 10 horas, com bloqueio das principais rodovias do estado. A mobilização tem como principal objetivo exigir maior fiscalização e combate ao transporte clandestino de passageiros, que os profissionais afirmam comprometer a atividade legalizada e gerar prejuízos à categoria.
Representantes da categoria confirmaram que a ação contará com a participação de taxistas e motoristas autônomos de municípios como Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Sena Madureira, Tarauacá, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Capixaba e Porto Acre, entre outros. Os manifestantes atuam tanto no serviço de lotação quanto em outras modalidades de transporte regular de passageiros, ligando a capital, Rio Branco, aos municípios acreanos.
Principais pontos de interdição
De acordo com a programação do protesto, os bloqueios ocorrerão em trechos estratégicos da malha rodoviária do estado, entre eles:
- Rotatórias do Aeroporto de Rio Branco e entrada de Rodrigues Alves (BR-364)
- Entroncamento da Variante de Xapuri
- Entradas de Assis Brasil e Sena Madureira
- Estrada de Porto Acre (próximo ao Café Contri)
- As quatro bocas da BR-317
- Saída de Capixaba
- Entrada de Acrelândia
- Km 96 da BR-364
Reclamações da categoria
O presidente do Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre, Esperidião Teixeira de Souza Filho, informou que a ação foi oficialmente comunicada aos órgãos competentes, incluindo a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar e o Rbtrans.
Segundo Esperidião, a categoria vem há “um longo período” solicitando mais fiscalização para coibir o transporte clandestino, sem que as autoridades tenham tomado medidas efetivas. Ele afirmou que a situação já provoca prejuízos expressivos e que os taxistas não suportam mais a falta de atuação das forças de segurança para coibir e apreender veículos que operam ilegalmente.
Contexto e impacto
Problemas com transporte clandestino vêm sendo uma fonte de insatisfação para taxistas em várias regiões do país, já que a concorrência irregular pode reduzir corridas, impactar receitas e gerar desigualdades competitivas com os serviços autorizados. Movimentos de protesto, como bloqueios e manifestações, têm sido utilizados em diferentes estados como forma de pressionar por mais fiscalização e ações regulamentares das autoridades.






