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Enfim, Porto Alegre dá um passo importante para o futuro da mobilidade urbana: em setembro, o primeiro táxi 100% elétrico começará a circular pelas ruas da cidade. O veículo, um BYD Dolphin modelo 2026, está em fase final de vistoria e adesivagem junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

O proprietário do prefixo, Franco da Silva, que já mantém uma Spin LT 2018 cadastrada, decidiu investir no carro elétrico de olho em conforto para passageiros e motoristas, além da redução de custos operacionais. A expectativa é de uma economia de 65% em relação ao veículo movido a GNV, já que o custo por quilômetro rodado deve cair para cerca de 35% do atual.

Mapeamos os custos no carro atual por dois meses e geramos o racional de economia. Apesar do valor mais alto na aquisição, a projeção é de vantagem a médio e longo prazo, principalmente pela baixa manutenção — explica Franco.

O ponto do novo táxi será no Hospital de Clínicas, e o motorista responsável por conduzi-lo será Julio da Silva.

Cenário em Porto Alegre

Atualmente, a capital gaúcha conta com 3.017 táxis registrados, dos quais apenas 36 são híbridos (movidos por motor elétrico em conjunto com combustão). A chegada do primeiro veículo totalmente elétrico é vista como um marco, mas também expõe os desafios da categoria.

Para o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, a iniciativa é positiva, mas a migração para o modelo elétrico ainda enfrenta barreiras.

O custo elevado de aquisição, a falta de incentivos e as incertezas em relação à manutenção e disponibilidade de peças ainda travam a adesão. O táxi é ferramenta de trabalho, e não podemos correr o risco de ficar parados sem gerar renda — avalia Nozari.

Futuro da categoria

A chegada do primeiro táxi 100% elétrico em Porto Alegre abre espaço para a discussão sobre incentivos, infraestrutura e apoio governamental. Enquanto isso, a experiência de Franco e Julio da Silva pode servir como vitrine para outros taxistas que avaliam a transição para modelos mais sustentáveis e econômicos.

👉 E você, taxista, acredita que os elétricos serão o futuro da nossa categoria ou ainda é cedo para essa mudança?

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