O turismo esportivo se firmou como uma das principais vertentes do setor de viagens no Brasil, movimentando milhares de visitantes e gerando impactos econômicos significativos em cidades de norte a sul do país. Muito além da tradicional paixão pelo futebol, essa modalidade vem crescendo de forma consistente e se consolidando como um importante motor econômico.
Segundo análises do setor, cerca de 40% dos viajantes entre 25 e 34 anos planejam deslocamentos, tanto nacionais quanto internacionais, especificamente para acompanhar competições esportivas, seja como torcedores ou participantes.
Eventos que atraem multidões
Grandes competições continuam impulsionando o turismo no Brasil. Um exemplo recente é a Corrida de São Silvestre de 2024, em São Paulo, que reuniu mais de 37 mil corredores e atraiu participantes de todos os estados brasileiros e de mais de 40 países diferentes, com destaque para público dos Estados Unidos, Colômbia, Bolívia e Alemanha.
Esse dinamismo reflete o potencial de eventos esportivos para estimular a ocupação hoteleira, movimentar o comércio, fortalecer o setor de serviços e gerar renda local. Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o segmento “ativa toda uma cadeia produtiva que beneficia desde o pequeno comerciante até a grande rede hoteleira”.
Novos perfis e experiências
O perfil do turista esportivo está se diversificando. Além dos torcedores, cresce o número de viajantes que buscam participar ativamente de provas, corridas de rua, ciclismo, esportes de raquete e outras modalidades. Paralelamente, o fenômeno dos esportes eletrônicos (e-sports) tem criado um novo fluxo de visitantes que combinam a participação em eventos presenciais com experiências digitais.
Esse movimento se conecta à busca por experiências memoráveis, bem-estar e estilo de vida ativo, especialmente entre as gerações Millennials e Z, que veem no turismo esportivo uma oportunidade de unir lazer, saúde e descoberta de novos destinos.
Impacto econômico e perspectivas
De acordo com dados de grandes redes hoteleiras, a receita advinda do turismo esportivo triplicou entre 2019 e 2024, demonstrando a força crescente desse segmento no mercado de viagens.
Além de promover receitas diretas, o turismo esportivo estende sua influência ao ambiente urbano, estimulando melhorias em infraestrutura, serviços e experiências turísticas que beneficiam tanto visitantes quanto moradores locais.
Segundo projeções de mercado, o setor deve continuar sua trajetória de expansão nos próximos anos, com perspectivas de crescimento significativo à medida que mais eventos — nacionais e internacionais — são realizados no Brasil.
Rota dos Estádios: novo atrativo regional
Em uma iniciativa conjunta entre os ministérios do Turismo e do Esporte, foi lançada a Rota dos Estádios da América do Sul, conectando destinos icônicos do futebol em países como Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. A iniciativa faz parte da estratégia de integrar o esporte ao turismo regional, ampliando o fluxo de visitantes internacionais e incentivando o turismo cultural e esportivo na região.
Conclusão: O turismo esportivo está em franco crescimento no Brasil, projetando-se como um vetor importante de desenvolvimento econômico, geração de emprego e diversificação da oferta turística. Para destinos de pequeno, médio e grande porte — incluindo cidades que dependem da movimentação de visitantes para alimentar seus serviços — essa tendência representa uma oportunidade concreta de fortalecimento e de atração de novos públicos ao longo do ano.






